Ciesp quer prorrogar prazo para restrição a caminhões em Osasco

O Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), regional Osasco, está convocando os empresários da região para uma ação conjunta visando negociar com a prefeitura o adiamento da entrada em operação da restrição à circulação de caminhões na cidade. O decreto com as regras foi assinado pelo prefeito Emidio de Souza no dia 1º de fevereiro, com previsão de entrada em vigor a partir do início de março, nos principais corredores viários do município.

“Nosso objetivo é criar uma comissão para negociar o adiamento da restrição. Haverá inúmeros problemas que consideramos prejudiciais à indústria e ao emprego na região, caso a restrição de tráfego de caminhões venha a ser implantada da forma como está prevista. As empresas precisam de mais tempo para propor alternativas e se adequar à
essa restrição em Osasco”, afirma Sérgio Marchesi, diretor do Ciesp local.

Segundo a entidade, várias empresas da região se manifestaram contrárias à medida e encaminharam as preocupações e sugestões ao Ciesp. Dentre elas estão a impossibilidade de adaptação à restrição; acúmulo de horários e atividades; comprometimento do planejamento operacional e comercial; além da impossibilidade do atendimento das empresas de transportes às demandas e horários.

O tema será debatido em um encontro que acontece nesta sexta-feira, às 10 horas, na sede do Ciesp da cidade de Osasco, no Jardim Piratininga.


Mudanças

Durante a assinatura do decreto, o prefeito Emidio de Souza e o secretário de Transportes, Waldyr Ribeiro Filho, explicaram que a medida faz parte de um conjunto de ações para melhorar a fluidez do trânsito na cidade. E lembraram que os caminhões que fazem carga e descarga em vários pontos do município são uma das causas dos congestionamentos.



O decreto prevê três grandes áreas onde os caminhões vão ficar impedidos de circular, em determinados horários. Uma delas é o centro expandido, onde a proibição vai vigorar das 5 às 21 horas de segunda a sexta-feira e das 10 às 14 horas, aos sábados, tanto em avenidas quanto em ruas. Já nas chamadas “vias de máxima restrição”, que compreende os corredores de acesso à cidade, como a avenida Autonomistas (no trecho de divisa com a Capital), Domingos Odália Filho e Hilário Pereira de Souza, a circulação fica proibida entre 5 às 24 horas de segunda a sexta e das 10 às 14 horas aos sábados.

O projeto envolve ainda as “vias estruturais restritas”, que são os principais corredores viários das zonas Norte e Sul da cidade, como a avenida Visconde de Nova Granada, a Internacional, a Getúlio Vargas e a Presidente Médici, onde os caminhões ficam impedidos de circular das 5 às 21 horas de segunda a sexta-feira e das 10 às 14 horas de sábados.

O fato da medida ser considerada “polêmica” também foi ressaltado pelo prefeito, na assinatura do decreto. “Um governante tem que saber enfrentar polêmicas. Basta as empresas de adaptarem, utilizando, por exemplo, os VUCs, que é o carro próprio para descarga nas grandes cidades. Mas temos maturidade suficiente para analisar o impacto e, se houver necessidade de mudanças, nós saberemos fazer”, destacou, acrescentado que, até a entrada da medida em vigor, haverá campanha de orientação.

A multa para quem desrespeita a restrição está prevista no Código Nacional de Trânsito e é de R$ 85,13, infração média, com acréscimo de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

Segundo Ciesp, empresas estão com dificuldade para se adequar à medida, principalmente quanto ao transporte.

Fonte: Diário da Região





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