Lixão clandestino causa mau cheiro em Osasco

Faz pelo menos duas semanas que caminhões despejam à noite, de forma clandestina, entulho e lixo doméstico num terreno que fica na altura do km 16,3 da Via Anhanguera, na cidade de Osasco.

O lixo queima de forma constante ao lado de torres de energia de alta tensão. A fumaça tem provocado mal-estar em funcionários que trabalham no entorno e em moradores do Parque Anhanguera, um bairro residencial vizinho.

“Há horas que não posso abrir a janela do quarto do meu filho”, reclamou a cozinheira Meire Tavares, moradora do Parque Anhanguera, que teme pela saúde do filho de 7 anos.

A pilha de lixo, de cerca de 15 metros de altura, invadiu o córrego e contamina o curso de água. No portão que dá acesso ao lixão, aberto para entrada de caminhões, há uma placa que identifica a área como sendo da empresa Robemar.


Não há funcionários. Cinco cachorros estão soltos no local, além de alguns porcos. Catadores procuram materiais que possam ser vendidos e reutilizados.



A gerente de RH Yara Pacheco foi parar no hospital após inalar a fumaça tóxica. Ela trabalha numa empresa transportadora ao lado do lixão. “Tive falta de ar, vômito e dor de barriga”, explicou ela.

Yara relatou que chamou o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Vigilância Sanitária. “Ninguém fez nada.” Funcionários da empresa trabalham de máscara para suportar o cheiro.

Autuação/ Alertados pelo Diário, técnicos da Cetesb (Companhia Ambiental de São Paulo) estiveram na área nesta segunda-feira à tarde. Constataram que o lixão de 2 mil metros quadrados está em local de preservação permanente à margem de córrego. A estatal informou que vai autuar os responsáveis pelo dano ambiental. A Prefeitura de Osasco divulgou que vai tomar providências para que os donos do terreno limpem a sujeira.

A AES Eletropaulo disse que o terreno pertence à Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) e tomará providências. O caminhão que faria o despejo clandestino nesta segunda se escondeu em uma área ao lado, acessível por portão, ao notar a presença da reportagem.

Fonte: Diário de S. Paulo





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